“Você é a garota certa que apareceu no momento errado da minha vida”
Ouvi essa frase tempos atrás, confesso que naquele momento eu não quis
entendê-la, nem podia, eu estava ferida por dentro.
Foi difícil deixar aquele alguém ir embora, simplesmente deixar, sem
poder fazer nada, sem contra argumentar...
E com aquele preceito de que eu devo respeitar o próximo e as decisões
que ele toma, eu deixei. Disse um adeus choroso e assim fomos, um para cada
lado.
Aquela sensação me corroía por dentro, era a segunda vez que me acontecia. E
esta última só tornou mais forte certo medo de entrega e a minha falta de
confiança nas pessoas que se aproximavam de mim.
Lembro-me que em uma viagem, após o acontecido, eu ouvia uma música perfeita
para o momento, com o vento soprando minha face, sentia o gosto imaginário das
minhas lágrimas, que eu não deixava derramar sobre meu rosto, por puro orgulho.
Foi exatamente aí que decidi: não iria permitir que outro alguém me magoasse daquela
forma, a tal ponto de me deixar tão indefesa, tão vulnerável. E sim, foi uma
decisão completamente racional e hoje faz parte da minha filosofia:
“Não existe ninguém que deve saber lidar e cuidar melhor dos meus
sentimentos do que eu mesma. Quando surge alguém e se diz predisposto a fazer isso e eu sinto que posso confiar, eu me doou, se me
machucarem, por ser emocional demais, eu tentarei perdoar, mas isso não durará
muito tempo. A reincidência, a dor, me fará tomar meus sentimentos de volta,
afinal se esse alguém não soube cuidar, eu saberei.”
A filosofia tem funcionado...
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